18 de fev. de 2012

PARA TUDO? POR QUE NÃO PARAR?


Senhores, bom dia!

É chegado o dia!

Inicia-se o período quando o país começa seu processo de despertar para esse que foi tão aguardado desde às 24 horas do dia 31 de dezembro de 2011.

Na realidade, 2012 não estava sendo tão esperado assim. Na realidade, o que estava sendo ansiosamente aguardado eram os dias de reinado de Momo e suas deliciosas princesas. O que vem depois, ora, isso todos nós já sabemos há tempos. Todos sabemos que;

“NO BRASIL, O ANO SÓ COMEÇA DEPOIS DO CARNAVAL!”

Não é verdade?

Sim meus caríssimos escassos leitores, estávamos em estado de letargia empurrando os deveres e obrigações com a barriga como fazemos todos os anos desde nossa descoberta em 1500. E agora chega o Carnaval para nos fazer lembrar que o ano novo está chegando.

Serão 4 ou mais dias, dependendo do lugar ou cartaz que você tem com seu chefe, quando estaremos em êxtase pelas ruas e avenidas das cidades, salões de clubes, praças, esquinas, sambódromos, etc. gastando uma energia tremenda ao som de ritmos diversos, sob cores infinitas, alimentados com muita cerveja, energéticos e pouca comida.

Parece uma contradição, mas o país para, mas para mesmo, a fim de aguardar o início. Faz isso como uma reverência a chegada deste, ainda menino, 2012.

E esse bloguinho sem vergonha não vai fazer diferente, igualmente meus semelhantes vai dar uma parada e aproveitar os festejos desse que promete ser um dos melhores Carnavais dos últimos tempos.

AFINAL, SE ELA PODE POR QUE EU NÃO POSSO?

SÓ NÃO PRECISAVA PROTEGER AS VITRINES DESSA FORMA. AFINAL, SOMOS OU NÃO SOMOS UM POVO CIVILIZADO?

24 de jan. de 2012

SAMPA



Alguns sabem que por conta de minhas atividades profissionais estou tendo que “morar” em São Paulo por 3 dias, entre as 3ªs e 5ªs feiras inclusive.

É claro que isso não é o melhor dos mundos. Independente de qualquer coisa. É muito ruim você ter que largar, mesmo que por um curto período, toda aquela infraestrutura construída arduamente durante grande parte de sua vida.

A família, o cachorro, o conforto de sua cama, a intensidade com que a água sai do seu chuveiro, sua geladeira e a disposição das coisas dentro dela ou de seus armários, a vista da janela mesmo que não seja maravilhosa, etc.

A proximidade com suas coisas queridas. Livros, revistas, DVDs, CDs, etc. que fazem com que seu tempo seja gasto com mais prazer. Amigos, queridos ou não, que fazem a sua vida melhor.

A cidade, sua cidade, que você conhece como a palma de sua mão; ao menos parte dela. O seu restaurante favorito, o pé sujo da esquina, o lugar de praticar esportes, o supermercado onde, se bobear, consegue achar o que deseja no escuro; a academia, etc.

Os lugares de tantos passeios, o caixa eletrônico, o cantinho especial testemunha de seus segredos, de seus encontros e desencontros.

A praia.

Em suma, sua verdadeira vida.

Você aporta em uma cidade estranha, cujas referencias não existem para você. Ao contrário do Rio, em São Paulo, para onde você olha o cenário permanece exatamente o mesmo. É a dura poesia concreta das esquinas que a faz assim. À esquerda, prédios; à direita, prédios; à frente, prédios; atrás, adivinhem ... sim, prédios.

Sabemos que são diferentes e um dia significarão algo, mas agora, no início do processo de adaptação, são todos iguais. Altos, cinzas e feios. Narciso ainda não gosta deles porquê apesar de alguns serem de vidro, não são verdadeiros espelhos.

São Paulo, quando eu cheguei por aqui eu nada entendi. E ainda está difícil de entender. Só sei que de um lado tem o Pinheiros e do outro o Tietê, que dizem ser a praia mais próxima da cidade.


Com o passar dos dias, semanas e meses, você nota que alguns paradigmas são quebrados, afinal, são para isso que eles existem, se não, não os seriam.

Por exemplo, nada aconteceu quando cruzei a Ipiranga com a Avenida São João. Chovia bagarai, mas não vi nem senti nada de novo. Meu coração batia mais forte, é verdade, mas devido a corrida dada fugindo da chuva.

Era tudo muito estranho, lembro que chamei de mau gosto tudo o que vi, de mau gosto, mau gosto. O céu nublado pela feia fumaça que sobe, apagando as estrelas, com certeza proveniente da força da grana que ergue e destrói coisas belas. Coisas que faltam para que você, São Paulo, se torne mais humana e acolhedora.

Para mim, sem sombra de dúvida você está sendo um difícil começo e de medo ainda afasto o que não conheço. Mas hoje, já vejo diferenças, ainda sutis, mas já as vejo.

Suas mulheres, por exemplo, não todas, mas muitas, são bem tratadas e bem vestidas e por isso tornam-se belas. É a deselegância discreta de tuas meninas que as transformam no que são. Ainda não conheci a Rita Lee que dizem ser a tua mais completa tradução. Fazer o quê? Respeita-se o talento e o carisma, mas gosto não se discute. Cada um tem a imagem que merece.

Afinal tudo aqui para mim é estranho justamente por ser novidade e vocês sabem muito bem que à mente apavora o que ainda não é mesmo velho até porque, é sabido e notório para, mesmo os mais desavisados, que nada do que não era antes quando não somos mutantes continuará sendo novidade.

E para piorar há o paulistano, aquele que vende outro sonho feliz de cidade, mas com o passar do tempo assim como nós forasteiros, aprende depressa a chamar-te, São Paulo, de realidade.

Porque com todo seu dinheiro e ego, ele, o paulistano, acaba sendo o avesso do avesso do avesso do avesso do resto do país cujo povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas, empregados ou não nas oficinas de florestas, rezando para os deuses da chuva por dias melhores que demoram a chegar.

Portanto, para mim, São Paulo ainda é e por muito tempo continuará sendo uma miscigenação de raças de Pan-Américas de Áfricas utópicas, e por isso, com seus italianos, chineses, japoneses e demais imigrantes sempre será o túmulo do samba, mas exatamente devido a essa grande e maravilhosa mistura é mais possível tornar-se um novo quilombo de Zumbi.

E será livre, São Paulo, para que os novos baianos passeiem na tua garoa com espaço suficiente para que novos baianos te possam curtir numa boa.

Mas eu sou Carioca e permanecerei como um. Tentando ver surgir teus poetas de campos, espaços. E com eles aprender a te gostar ao menos te respeitar.

22 de jan. de 2012

UMA VIAGENZINHA BOA DEMAIS

Uma ida despretensiosa à concessionária e encontrei uma turma que conheci no dia em que fui pegar meu brinquedo novo. No dia eram apenas 02, hoje 04. Como no primeiro, batemos um bom papo onde os assuntos principais foram motos e viagens de.

Papo bom no qual combinamos um bate e volta para hoje.

Minutos após chegar em casa recebi um SMS informando que o encontro seria entre 09:30 e 10:00 horas no Postinho da Lagoa, tradicional ponto de encontro de motos dos anos 70.

Saímos às 10:10 h como planejado e fomos em direção a Linha Vermelha. Não me preocupei com o destino nem itinerário, era minha primeira viagem com eles não ia “exigir” nada, são experientes e eu estava a fim era de “andar” de moto, não importava para onde.

A temperatura típica de verão, mesmo com as nuvens que tomavam cerca de 40% do céu, torrava nossos cérebros sob os capacetes e corpos envoltos pelos casacos e calças próprias para o que estávamos fazendo.

Estava de volta às estradas e isso era muito bom. Os problemas não existiam mais, as pessoas sem ética que frequentam o pesado ambiente de trabalho estavam mortas, pelo menos por algumas longas horas. As retas e curvas eram as únicas coisas que preenchiam meus pensamentos e o vento frontal o único a me encostar.

Linha Vermelha depois Rodovia Washington Luiz e chegamos à entrada de Teresópolis. A estrada, até então, estava lotada, os motoristas de domingo se faziam presente com suas barbeiragens mesmo sendo sábado. Mas chegamos sem sustos. Uma breve parada no mirante do alto da serra, uma foto e alguns poucos goles de água e voltamos para a pista em direção a Friburgo.


O movimento já era menor o que permitiu o início do processo de degustação da viagem. Nova pista, novas curvas, piso de boa qualidade, vista idem e temperatura amena. Estávamos na serra lembra? O conjunto ideal para momentos impares com grandes chances de tornarem-se inesquecíveis.

Foram, talvez, um pouco mais de 02 horas agradabilíssimas até chegarmos ao posto para abastecer e logo depois ao local do almoço.

Simples, amplo com decoração aconchegante triunvirato que faz o ambiente extremamente agradável. O atendimento é feito por meninas simpáticas e educadas. A especialidade alemã trouxe lembranças.


Éramos sete e cada um fez o seu pedido, um peixe foi o pedido da esposa de um deles, a única mulher do grupo, que pilota uma BMW F 800 R, a versão “naked” da F 800 GS, e o faz muito bem.


Altos filés, dois para cada. acompanhados de diversos tipos de arroz, salada ou massa foram os pedidos dos outros cinco. Uma BMW 1300, outra GS 1200, uma Honda Varadero, uma Suzuki Hayabusa 1300 e uma KTM 990. Achei que carne ia ser muito pesado e poderia dar sono na volta. Mas não estava a fim de peixe. Havia outras opções tais como coelho e frango. Optei pelos camarões à Provençal.


Tinha direito a dois acompanhamentos pedi para dividi-los em dois, no que fui prontamente atendido e se tornaram quatro pequenas porções: chucrute, legumes cozidos, salada de batata e uma salada de folhas.

UMA DELÍCIA!

A sobremesa que também estava divina foi dividida com um deles e era composta de meia fatia de torta mousse de chocolate, uma pelota de chantilly e duas pequenas poças de uma espécie de geléia. Uma de Goiaba e a outra de manga.


MARAVILHOSA!

Acompanhou-nos umas long necks de “Proibida” uma excelente cerveja tcheca envazada na cidade de Pindoretama no Ceará, localizada à aproximadamente 50 Km à leste de Fortaleza.

Não vou dizer o nome do restaurante porque não é política desse espaço fazer propaganda, mas também não posso privá-los de tais iguarias. (22)2542-18-90.

Iniciamos a volta sob uma temperatura agradável e assim foi até chegarmos a baixada. Em Cachoeiras de Macacú o sol reinicia seu cozimento de corpos e cérebros e sob o quase insuportável calor carioca seguimos até uma rápida parada para um bom gole de água. Seguimos para casa como se estivéssemos em um deserto.

Antes, nova parada no Postinho da Lagoa para as despedidas e algumas boas palavras sobre as próximas viagens. Alí éramos apenas 04 as demais seguiram seu caminho.

14 de jan. de 2012

VOU PRECISAR DESENHAR?



ME ESPANTA O QUANTO SOMOS INTELIGENTES


Decidi!

Afinal, vendi o carro.

Eram 12 horas e 23 minutos do dia 11/01/2012 quando efetivou-se o depósito em minha conta. O valor não foi condizente com o real estado do carro, mas a liquidez da transação compensou.

Ficava falando por aí das pessoas inconsequentes que usam sozinhos o carro, para percorrer distâncias curtas, SUVs que atravancam o trânsito e outras coisas do gênero e não tomava uma decisão efetiva.

Era muito fácil.

Se bem que eu já não utilizava o carro havia muito tempo. Usava apenas para levar @Boris Stafford ao ParCão, mas isso porquê é longe, sua raça tem um problema na traquéia que prejudica a respiração e ele é pret ops, afro descendente (essas coisas me deixam nervoso, nunca sei que termo usar). A união dessas 03 coisas não permite que ele ande por aí serelepe sob o sol.

Fora isso, já faço quase tudo de moto. Na chuva, metrô ou taxi.

Confesso que não sei se vou me acostumar, eu não usava, mas sabia que ele estava lá na garagem, aguardando qualquer necessidade.

Sou um aficionado por motores, motos, carros, aviões (mesmo com medo), caminhões e derivados. Não entendo patavinas de mecânica, mas estar com eles na mão é indescritível. Já fiz poucas e boas de carro. Viagens curtas, longas, sempre com o pé direito com o peso acima do normal.

Automáticos? Estou completamente fora! Nada como a emoção de comandar uma arrancada com subidas de marchas sincronizadas, no limite do giro do motor. O que dizer de reduções feitas e uma leve, mas decidida freada, na aproximação de uma curva? E, enchendo os cilindros com potência, no ponto mínimo da tangente, para reiniciar a sequencia de subidas de marchas ao som quase mudo do limiar da cantada dos pneus. Isso não tem preço. Ainda mais ao som de um bom rock dos anos 70.

Não dizem que experiência é o resultado das cagadas que fazemos na vida? Pois em se tratando de carro eu tenho muita experiência.

Borboletas, deve ser bom, nunca dirigi carros providos desses acessórios, mas deve ser legal. Ao menos mais seguro.

Vou sentir muitas saudades!


O exercício que fiz, estou alimentando e me convenceu a tomar essa decisão tão drástica é composto de 10 itens e é muito simples.

Considerando 01 inconseqüente, “propriotário” de 01 carro médio, indo para o trabalho todos os dias, durante os 20 dias úteis do mês e em números redondos; teremos:


01 – Valor do carro - 35.000,00 / 5 anos = 7.000,00
02 – Diferença para o carro novo - 10.000,00 / 5 anos = 2.000,00
03– IPVA = 1.100,00
04 – Seguro = 2.000,00
05 – Lavagem semanal – porteiro = 20,00 x 4 x 12 meses = 760,00
06 – Revisão – 2 por anos = 1.000,00
07 – Combustível – 1 tanque / semana = 100,00 x 4 x 12 = 4.800,00
08 – Pneus – 2 / ano = 400,00 x 2 = 800,00
09 – Flanelinhas diversos – 2,00 x 20 x 12 = 480,00
10 – Imprevistos = 500,00

POR ANO = 20.440,00 ÷ 12

POR MÊS (útil ou 20 dias) 1.700,00

Acrescente as despesas de fins de semana, tais como estacionamentos de shoppings, garagens ou valets, combustível cidade, desgaste mecânico, lavagens no posto, etc.

São em média 04 fins de semana por mês, sendo assim, vou considerar R$ 213,00 (1.700,00 / 20 dias x 2 dias + 25%) para cada um deles ou R$ 852,00 por mês. Não vou considerar férias nem feriados.

Não se esqueça das aporrinhações tais como flanelinhas, procura de vaga, andar na chuva até o carro estacionado longe, trânsito infernal das cidades grandes, possíveis discussões com possibilidade de dano físico, eventuais batidas cujo custo não é coberto pela franquia do seguro, tempo gasto com as burrocracias consequentes de eventuais acidentes, o mesmo consequente das aporrinhações do DETRAN, guardas corruptos, etc.

Para esse caso, considerei 15% do valor mensal para os dias úteis e 10% para os fins de semana quando teoricamente estamos mais calmos, portanto, menos suscetíveis a esses problemas:

POR MÊS (útil ou 20 dias) – 15% de 1.700,00 = 255,00

POR MÊS (fins de semana) – 10% de 852,00 = 85,00

TOTAL GERAL POR MÊS = 2.892,00

POR DIA (30 dias) = 96,00

Não considerei multas, por saber que você é um exímio motorista. Ok?

Sim meus caros, também fiquei assustado. Mais ainda em saber que uns 43% dessa grana toda são impostos. São mais de R$ 1.200,00 por mês para sustentar os safados que nos governam e muito dos outros 47% serve para sustentar meia dúzia de montadoras que vendem seus produtos a preços substancialmente mais baratos em outros países.

Claro Zé Mané, você paga, eu paguei e se continuar assim, muitos ainda pagarão! Como isso vai mudar?

Não senhores, não quero fazer as vezes da Esquerda Festiva e sair dividindo bens com os menos favorecidos. Isso quem tem que fazer é a corja de governantes deste maravilhoso país; utilizando os impostos que regiamente é descontado de nossos rendimentos e transações econômicas. Quero apenas mostrar a vocês números bastante condizentes com a realidade e por isso convincentes.

O resto é com vocês!

O dinheiro é de vocês, o ego idem. Se você é daqueles que pensa que só arruma mulher porque tem carro, tudo bem, está no seu direito possuí-lo. É sua a grana e se foi conquistada honestamente você tem o direito de fazer o que quiser com ela.

Sei do status proporcionado pelo possante e do conforto inerente, mas você realmente prefere ficar horas parado no trânsito, mesmo que confortavelmente em um ambiente climatizado, ouvindo sua musiquinha favorita do que chegar em casa mais cedo e curtir o resto do dia no conforto de seu lar ou junto aos amigos?

Claro que o transporte público não é dos melhores, mas se fizermos algum sacrifício a situação vai ficar melhor para todos.

Ah! Você quer conforto? Compre uma moto. Os números serão outros bem menores e como você não suporta andar com pessoas ao seu lado ao menos não vai ocupar um espaço proporcional ao seu egoísmo.

Você já é motoqueiro ou motociclista (há uma diferença), não seja burro! Você é o elo mais fraco dessa corrente. Não faça bagunça nas ruas, e assim será respeitado.


Você tem medo de andar de moto ou trabalha na rua, precisa visitar lugares distintos e distantes durante o dia? Tudo bem, compre um carro pequeno e econômico. Além de ocupar menos espaço e poluir menos, não vai precisar gastar fortunas com blindagens.

Você que trabalha perto de casa, pode usar bicicleta. A cidade já tem uma excelente malha ciclo viária. Tem um grande amigo que faz isso e está adorando. Ele sai um pouco mais cedo para os compromissos e pedala devagar evitando transpirar. Vai de roupa de trabalho e tudo.

Você é motorista de taxi, ônibus ou caminhão? Reclama do perrengue que é ficar o dia todo na rua? Reclama do calor do motor? Dos passageiros mal educados? Respeite as leis de trânsito ele será mais tranquilo para você.

Mas você é um idiota egoísta e acha que está sozinho no mundo, que não quer sair da sua zona de conforto e que se foda a porra toda? Ao menos respeite as leis de trânsito e ele será mais dócil para você.

E o mais importante é que vocês motoristas remanescentes, respeitem as motos, dessa forma elas se tornarão mais seguras e mais pessoas as utilizarão, serão menos carros nas ruas e assim por diante:

Respeito às leis de trânsito, trânsito mais dócil, respeito às motos, motos mais seguras, menos carros nas ruas;

Respeito às leis, trânsito dócil, respeito motos seguras, menos carros;

Respeito leis de trânsito, motos seguras e menos carros ...

Entenderam? Ou será necessário desenhar?

9 de jan. de 2012

DE NOVO, NOVAMENTE, OUTRA VEZ?




“Vamos dar a primeira do ano? Já que a última de 2011 foi há muito tempo.”

“Pô você que não atendeu ao telefone!”

“Não importa, já discutimos isso. Você ligou e não tocou aqui. Coisas dos celulares. Tenho uma amiga que não acredita que essas coisas acontecem, acha que estou enrolando. Mas deixa prá lá! Vamos ou não vamos amanhã?”

“Vamos sim, eu te ligo.”

“Ok! Anota o fixo, não dou esse número para ninguém, normalmente não atendo a não ser quando combino antes como agora.”

“Pode deixar. Vamos para Terê e depois fazemos a volta por Petrópolis, como na última vez?”

“Nunca! Não quero ver desgraça! Tô a fim de andar de moto.”

“Ok! Tem razão. Amanhã decidimos.”

Fiquei com Teresópolis na cabeça. Mais um ano, início de, e algumas coisas permanecem as mesmas. De novo, novamente, outra vez chovia bagarai aqui na Cidade Maravilhosa (até quando?) e já temos nas páginas dos jornais e meias manchetes de telejornais nossas mais que conhecidas enchentes. As notícias ainda não chegaram às primeiras páginas, pois ainda não desbarrancou nenhum morro, as cidades ainda não estão tão inundadas e ainda não morreu muita gente. Mas não se preocupem, isso é apenas uma questão de tempo.

Só quem não sabe disso, ou não está nem aí para isso, são justamente aqueles que deveriam ter acabado ou ao menos minimizado o problema.
Quem são?

Ora meus escassos leitores, são os safados em quem alguns de vocês e a maioria da população votou (e vêm votando há tempos) nas últimas eleições em troca de alguma benesse. Sim meus caros porque para votar nessa corja só mesmo em troca de alguma coisa e não pode ser pouca!

Eu, outros poucos de vocês e a minoria da população, que continuamos na mesma situação socioeconômica desde antes da última eleição, que votamos corretamente e infelizmente não elegemos ninguém, só estamos aguardando os números das tragédias que estão por vir.

No último texto, eu errei e errei feio ao dizer que só tinha duas certezas para o ano novo. Na realidade são quatro: as duas que citei e a de que o estado do Rio de Janeiro terá duas tragédias uma por conta das chuvas de verão e outra por conta da Dengue.

São eventos que já podem ser inseridos no calendário turístico de nossa cidade.

Já imagino os panfletos de propagando lá no exterior:

(...) e conheçam a vida em um país do terceiro mundo. Vejam que mesmo com um crescimento econômico elogiável os nativos ainda sofrem com problemas há muito desconhecidos para nós. Será uma inesquecível lição de antropologia que você terá orgulho em contar para seus amigos, filhos e netos. Não percam essa grande oportunidade de conviver com opostos tão claros. (...)

(...) você poderá viver a experiência de rolar morro abaixo dentro de uma habitação típica de uma comunidade nativa e ainda passar horas soterrado em seus escombros (...)

(...) poderá ser picado por um legítimo mosquito transmissor da Dengue e de quebra ser tratado em uma UPA pelo SUS (...)

E a tendência, é piorar, pois da forma como estamos tratando nosso planeta, desperdiçando recursos e emitindo lixo; as alterações climáticas serão cada vez mais fortes.

Mas, como eu não posso fazer nada de efetivo a não ser continuar pagando meus impostos e votando corretamente, vamos mudar de assunto que dá mais certo.

Consegui dormir.

Domingo, 08 de janeiro, acordo com o despertador das 06:30 h que havia programado, fazendo fé de que a chuva não iria virar a noite e acordar molhando o chão. Deu certo. O céu estava nublado, melhor que isso, só um ventinho, mas aí é querer muito.

Levanto, acordo @Boris Staford para o passeio matinal. Um copo de água e descemos para um passeio maior do que o de costume, pois dessa vez não iria levá-lo ao ParCão.

Cachorro vazio, Ok!

Café da manhã, Ok!

Mais uma olhada no relógio e nada dos telefones tocarem.

Não importa a idade, quando ganhamos um brinquedo novo queremos brincar de qualquer maneira e eu queria muito estrear o meu. Presente adiantado recebido pelo meu aniversário.

Não resisti e liguei

“Alô?”

“Fala mermão! Meu filho disse que você havia ligado, mas não sabia se tinha sido sonho. Disse que você marcou o encontro na feira. O moleque só pode estar viajando!”

“Liguei não! Mas já ia ligar. Vamos para Miguel Pereira ou Paulo de Frontin?”

“Muito perto, vamos para Penedo e se der, para Mauá (Visconde de)?”

“Ok! Nos encontramos na primeira polícia da Linha Vermelha”

“Ok! Quem chegar primeiro cuidado com as balas perdidas. Hehehe!”

O tempo nublado me fez vestir a roupa da viagem. Quente e pesada, mas o risco de chuva não me deixou alternativa. Ainda levei a capa de chuva.

Enquanto me vestia imagens da viagem passavam como filme. Muitas saudades. Para quem não sabe foram 20 dias de moto até o Chuí, no Rio Grande do Sul. Dias inesquecíveis, mas que em breve se somarão a outros em novas travessuras.

Tudo pronto, capacete, luvas, carteira, documentos e chaves da moto e de casa. CamelBack? Não! Vai ser só um bate e volta. Simbora!

Subo no brinquedo novo, minha inseparável companheira de viagem, o brinquedo do ano passado, me olha com ciúmes. Tranquilizei-a:

“Você, minha querida, é insubstituível. Sua juventude, robustez e personalidade são ímpares. Vai para São Paulo comigo e passaremos as semanas juntos. Só eu e você.”

Isso a deixou mais calma.

O som do motor é diferente, mais dócil. O engrenar das marchas mais suaves assim como a tocada. Essas foram as primeiras impressões. Ligado em como meus comandos eram recebidos pela jovem senhora quase passei direto pelo ponto de encontro.

“Mas o que é isso?”

“Meu presente de aniversário”

“Tu é maluco!”

“Cara, foi uma oportunidade única! Ano 2008, 4300 Km, com os 3 bauletos e um casaco modelo 2 Pro, o melhor do mundo. Não podia deixar escapar.”

“E a outra?”

“Como sabes estou semanalmente por 3 dias em sampa. Serão uns 2 anos. Ela vai comigo. Devo vender o carro que não estou usando e assim fica financeiramente mais leve.”

VENDO UMA MONTANA, 2008 / 2008, FLEX, POUCO RODADA (13.000 Km), PRETA, ÓTIMO ESTADO, 1.8 COMPLETA, COM SOM, PROTETOR E COBERTURA DE CAÇAMBA E APENAS 2 PEQUENOS AMASSADOS POR CONTA DE UM ENTREGADOR DE PIZZA QUE AVANÇOU O SINAL, NA CONTRAMÃO QUANDO HAVIA PASSADO APENAS UMA SEMANA APÓS A SUA COMPRA. NÃO MANDEI CONSERTAR, PARA NÃO FICAR COM A COR DIERENTE. ACEITO OFERTAS.

“É um argumento.” Parabéns! Bela máquina. Vamu nessa!”

A jovem senhora pertencia a uma pessoa cuidadosa. Tratava-a com carinho e esmero. Fez todas as revisões, utilizava combustível de melhor qualidade e a mantinha limpa e cheirosa. Desfez-se devido ao nascimento de sua primeira filhota. Uma linda garotinha com um pouco mais de uma ano.

Decidi chama-la de jovem senhora enquanto não nos tornássemos íntimos o suficiente para trata-la como merece.

Iniciamos ainda sentindo a diferença na maneira como meus comandos eram recebidos, mas feliz por notar que ela parecia estar gostando da maneira como eu a estava tratando.

Respeitando sua insegurança fui passando as marchas com cuidado, mas com firmeza.

Acelerava com parcimônia, mas sem demonstrar muito respeito. Ela havia de perceber que o trato seria doce, mas firme. Ela não podia pensar em assumir o comando. Tinha que perceber quem seria quem nessa relação que se iniciava. Ela tinha que perceber que se não se entregasse nossa convivência não seria prazerosa e a única coisa que eu queria dela era prazer e para tê-lo seria paciente.

O caminho estava livre. Saímos da Linha Vermelha e entramos na Dutra em poucos minutos. Minha atenção em seu comportamento fazia com que o tempo voasse.

As ultrapassagens eram feitas com simplicidade e as mudanças de pista, necessárias para ultrapassar veículos que insistiam em trafegar a baixa velocidade na pista da esquerda, sem tensão.

As curvas, ainda longas, eram absorvidas com prazer, antevendo o que me aguardava na subida da Serra das Araras.

Em pouco tempo o primeiro pedágio da Dutra ficou para trás. Chegamos ao tão esperado início da serra.

O pouco movimento se confirmou e em segundos estávamos como em um só corpo ao sabor das curvas sobre um asfalto liso e temperatura agradável.

A doçura com que ela aceitava meus comandos e as vezes corrigia meus erros de primeiros contatos era embriagante.

Quando possível eu exigia um pouco mais do que o necessário e ela correspondia com um leve sorriso.

Ela estava gostando e demonstrava isso com seu ronronar grave, porém suave.

Era a música que eu queria ouvir.

A serra acabou sem avisar, passou em minutos como se fossem apenas segundos.

A jovem senhora havia desabrochado para se tornar uma bela mulher.

Seguimos em uma conversa cada vez mais íntima e silenciosa até chegar ao posto para abastecer.


Conhecemos um casal também de moto com quem conversamos alguns agradáveis minutos. Voltavam das festas de fim de ano passadas na Cidade Maravilhosa.

São de Serra Negra no interior de são Paulo, próximo as estações de águas minerais. Falaram tão bem da cidade e, com as confirmações de meu amigo, decidi que iria conhecer em breve.

Trocamos contatos.

Voltamos para a estrada e Penedo não demorou a chegar. Dessa vez quem abasteceu fui eu e seguimos para um bom lanche. Eram 11 horas e alguma coisa; o sol começava a se fazer presente com timidez.

Tentei convencer meu amigo a seguir para Mauá. Não consegui. Tomamos a estrada de volta

A facilidade com que nos tornamos íntimos me impressionou. Paramos mais uma vez para reabastecer quando bebi um café tão aguado que a atendente se recusou a cobrar.

Não preciso detalhar o prazer da volta.

De novo, novamente, outra vez eu estava feliz e cada vez mais convencido que havia feito a coisa certa. Não era um exagero e sim o reconhecimento de uma conquista.

PARABÉNS!

OBRIGADO.

31 de dez. de 2011

ESSE SERÁ O ÚLTIMO TEXTO!




Pois é meus queridos 19 leitores esse será o último post que farei. Foram meses quando nesse humilde espaço teci muito mal traçadas linhas.

Vocês foram pacientes, foram generosos nos poucos comentários que fizeram. Muito generosos! Foram comentários positivos, elogiosos e nenhum (acho) foi crítico.

Com isso, meu lado cartesiano fica encucado, se junta com o ego (claro que existe um aqui dentro) e os dois começam a inventar história.

Hoje, verifiquei que este humilde espaço recebeu seu “octamilésimo” acesso.

Diante disto o Cartesiano, com o apoio de sua mais fiel companheira, a Matemática, iniciou seus cálculos:

• 8.000 acessos;

• 500 aproximadamente, deve ter sido o número de vezes que acessei para postar, reler algum texto ou copiar alguma informação;

• 106 é o número de textos escritos;

• 21 são os meses = 630 dias.

Então temos:

• 8.000 – 500 = 7.500 acessos;

• 7.500 / 630 = 11,90 ou 12 acessos por dia;

• São 63% de meus leitores acessando diariamente esse bloguinho sem vergonha.

Considerando que, como bem diz o meu perfil aí ao lado:

“Arquiteto, ex fumante, ex empresário, ex marido. Rubro-Negro, pai de dois filhos e dono de um cachorro. Não é nem foi político. Não foi militante estudantil nem preso político, militar ou artista de televisão”

Ou seja, um cidadão comum como você, esses são números que não devem ser descartados.

Diante dessas informações o ego inchou-se de tal forma que tive de manda-lo passear e só voltar o ano que vem.

Mas antes de sair ele deixou bem claro que não vai permitir que eu pare de escrever. Posso garantir que ele me deixou bastante impressionado com a sua determinação.

Sendo assim, meus escassos, mas frequentes leitores, só me resta agradecer a fidelidade e informar que vou continuar por aqui enchendo a paciência de vocês por pelo menos mais um ano.

Mas deixa isso prá lá, até porque, não era sobre isso que queria falar.

Estou a alguns dias pensando no que escrever para encerrar o ano e não vem nada que me agrade. Mesmo agora, estou aqui mais uma vez enrolando para ver se sai alguma coisa aproveitável.

Como toda pessoa que se propõe a escrever meu desejo é que o texto seja sempre diferente, mesmo que o assunto não seja novidade e nesse caso, que seja uma abordagem distinta e que faça com que o leitor reaja. Não importa se positiva ou negativamente.

Poderia fazer um levantamento dos acontecimentos de 2011. Com certeza seria uma maçante reunião de agradecimentos pelos bons momentos vividos, pelos amigos que mantive, os novos que conquistei e os antigos que revi e revivi. Pelos filhos que tenho, a viagem de moto que fiz e os resultados profissionais que obtive.

Os acontecimentos desagradáveis deixaria de lado e deles tiraria apenas a vontade de não repetí-los no futuro.

Se eu fosse escrever uma retrospectiva, não poderia deixar de falar nas alegrias que meu querido Mais Querido proporcionou a Nação.

Os pobres de espírito, reles membros da Arco-Íris mal vestida e invejosa, podem dizer que não e até certo ponto eu concordo que esse ano não foi dos melhores. Não foi um ano digno da História do Rubro-Negro, mas houve alegrias e foram significativas:

• Iniciamos 2011 conquistando nosso segundo título da Copa São Paulo de Juniores;

• Conquistamos de forma invicta e incontestável nosso 31º título Carioca o que consolidou ainda mais nossa hegemonia estadual;

• Mantivemo-nos no topo da cadeia “alimentar” ao não sofrer derrota para nossos pseudos rivais regionais em todas as competições em que nos enfrentamos.

• Sem muito esforço nos mantivemos entre os quatro melhores times do país.

• Etc.

Mas esse tipo de retrospectiva é algo que já deu o que tinha que dar e com certeza já não agrada a mais ninguém a não ser aos clientes há muito hipnotizados pelas diversas emissoras de televisão.

Poderia então fazer o contrário e em vez de falar do passado escreveria sobre as resoluções tomadas para o ano que está chegando. Mas eu resolvi que dessa vez não iria fazer nada disso. Resolvi que em 2012 vou deixar a vida me levar tal qual fez com Ronaldinho Gaucho e Zeca Pagodinho. Eles deitaram na sombra durante o dia e a noite rolaram pelas baladas Brasil à dentro e estão aí muito bem de vida obrigado.

Será que vai dar certo?

Para o futuro eu só tenho duas certezas.

A primeira é que está claro como cristal que há no ar uma nuvem pesadíssima, em forma de campanha e um processo “apológico” composto de: seriados; novelas; filmes; cartilhas “Educativas”; o crescimento irrisório, porém notado do Florminense Football Club no cenário esportivo; etc. que estão fazendo para que os pouco remanescentes mudem sua opção sexual.

A segunda é que mesmo com essa campanha toda não há possibilidade de eu entrar nesse barco.

Registre-se e que fique bem claro que não tenho nada contra quem faz opção diferente da minha, estão dispondo do que lhes pertence e ninguém tem nada com isso, muito menos eu.

Apenas permanecerei fiel as minhas características de família onde fui criado. Família esta naturalmente composta de Pai, Mãe e Filhos.

Mas então sobre o que escrever?

Pensando bem, não preciso escrever muito, vou deixar que cada um de vocês pense como desejar. No passado, no presente ou no futuro, não importa, fiquem livres para decidir sem dogmas, pressões ou dívidas. Sigam em frente.

Temos um ano saindo do forno quentinho e fresquinho tal qual um pão de sal tenro e crocante a espera do recheio.

Recheio este que pode ser uma simples manteiga sem sal, algumas gramas de mortadela, de presunto, queijo ou salame; outros frios mais sofisticados; salada ou molhos diversos.

A mistura disso tudo?

Qual deles ou quais deles serão quem vai decidir é você no decorrer dos dias.

A cada realização, a cada queixa; a cada conquista ou decepção; a cada abraço ou beijo, ganho ou dado; a cada gargalhada, sorriso ou lágrima de felicidade ou tristeza; a cada dúvida ou certeza; a cada batalha vencida ou perdida; a cada passo dado na direção de sua escolha; ou não.

E eu fico aqui, fazendo o mesmo, desejando que o recheio de seu pão de sal seja bem combinado. Não precisa ser entulhado de coisas, mas sim que seja equilibrado, na medida certa, com poucos exageros para que ao ficar pronto seu sanduiche tenha gosto agradável ao seu paladar e assim tenha vontade de repetir.


Ah! Não se esqueça de deixar seu pão de sal sempre quentinho.

F E L I Z A N O N O V O !

22 de dez. de 2011

O RESTO, É CONSEQUÊNCIA


Pois é pessoal, estamos em época de festas; Natal, “Fim de Ano” e consequentemente “Ano Novo”. Muitos estão felizes, as pessoas compram presentes para seus entes e amigos queridos, o stress do dia a dia diminui, o ritmo de trabalho também. As lojas e shoppings ficam cheios e criam promoções para incentivar o consumo. As ruas ficam mais alegres e bonitas com as luzes que compõem a decoração. As crianças estando de férias faz com que o trânsito melhore. Os turistas são vistos em quase todos os cantos, os hotéis ficam repletos, assim como bares, restaurantes e praias (nas cidades que as têm); os pontos turísticos são mais visitados, etc.





Os taxistas e motoristas de vãs fazem a festa assim como os cambistas, punguistas e demais elementos do submundo imundo de nossa sociedade.

É uma metamorfose na vida das cidades que faz com que as pessoas, mesmo as mais insensíveis, pensem ao menos uma vez de forma diferente esse momento mágico.

Os diversos canais de televisão multiplicam os anúncios temáticos com as simpáticas, mas cansativas músicas natalinas.

Papais Noéis de todos os tipos, tamanhos e cores vestem vermelho, preto com detalhes em branco para alegrar e “presentear” as crianças de todas as cores e idades.

São rituais religiosos ou não que mostram a importância desta época. Desde o simbolismo do (quase esquecido) nascimento do Menino Jesus até as festas fartas de comida e guloseimas, regadas a bebidas diversas e fogos de artifício. Não importa o nível socioeconômico, as festas estarão por todas as partes com raras exceções assim como as pessoas vestidas de branco no Réveillon.

Se a casa tem crianças os pais providenciam uma falsa visita do Papai Noel. São biscoitos comidos pela metade, copos de leite bebidos idem, o gorro vermelho com barra e pompom na cor branco “esquecido” próximo a janela ou varanda, etc. Assim as crianças vibram e renovam anualmente sua crença em tal entidade.

E essa crença faz sobreviver um dos ritos mais tradicionais. Dá se em tenra idade quando ainda acreditamos em Papai Noel. São as tradicionais cartas endereçadas ao Bom Velhinho pedindo presentes em troca de um bom comportamento durante todo ano (como se isso fosse possível).

Comigo não é diferente, mesmo sendo um capricorniano com tendências cartesianas bastante claras, também comungo com as emoções dessa época festiva; principalmente na hora em que recebo presentes, claro.

Mas também me emociono com as injustiças que se escondem por traz dessa aura de bondade e solidariedade que assola as cidades.

Injustiças tais como a distribuição de presentes e/ou cestas básicas as crianças menos favorecidas e seus inúmeros familiares. Mais uma medida paternalista atacando a consequência e não a causa.

E fica a pergunta:

“E nos outros 364 dias do ano? Como ficam essas pessoas?”

“Ah! Eles têm as ONGs e os “Bolsas” da vida.”

“É um tal de Bolsa Família pra cá, Bolsa Escola pra lá e assim eles vão levando a vida.”

Assim meus amigos é mole!

Esse ano, renovado na emoção que essa época faz brotar nos milhões de corações e consciências ávidas por ficar em paz e poder virar tranquilas o ano, resolvi fazer uma coisa que não faço há muitos anos. Não foram muitas as vezes em que fiz isso, mas ainda me lembro de alguns detalhes necessários a se obter um resultado satisfatório.

Provavelmente alguns de vocês vão achar graça, outros vão dar aquela tradicional sacaneada e a minoria entenderá o objetivo deste ato.

Para falar a verdade, eu ainda não sei qual é o objetivo e vocês sabem, não é a primeira vez que isso acontece, então, vou escrevendo aqui, você vai lendo aí e qualquer coisa comenta lá no final, ok? É só clicar em “n Comentários” embaixo de cada post.

Trata-se de escrever a minha carta para o Papai Noel. Ia escrever cartinha para manter o clima, mas achei coisa de boiola.

As coisas não são tão simples assim como eram quando ainda crianças. Nessa época, não havia dificuldade em enviar a missiva, era só escrever no envelope “Para Papai Noel, Polo Norte” e entregar para nossos pais que eles se encarregavam do resto. E funcionava, pois na manhã seguinte a noite de Natal os presentes sempre estavam todos lá embaixo da árvore me esperando.

Agora, um pouco menos novo, não faço a menor ideia de para onde enviar a minha carta.

Essa história de Polo Norte não me engana mais. Lá é muito grande e bastante frio, portanto, acho impossível alguém conseguir viver em ambiente tão inóspito, mesmo sendo o Papai Noel. Se fosse verdade, achá-lo a tempo de ele providenciar o que desejo seria praticamente impossível, até porque é praticamente desabitado. Onde o carteiro ia encontrar alguém para perguntar onde fica a casa de Papai Noel?

Pela internet seria o ideal, mas já tentei várias maneiras de encontrá-lo sem sucesso: No Twitter, não encontrei nenhum @PapaiNoel, @Papai.Noel ou @Papai_Noel. Enviei mensagens para papai-noel@gmail.com, papai.noel@yahoo.com, papainoel@polo.norte.com, papai-noel@hotmail.com, e demais variações ortográficas do nome Papai Noel e nada. No Facebook, obtive o mesmo resultado, nada.

Procurei até no Orkut.

Sem opção, resolvi utilizar o blog. Sei que se não o encontrei nas redes sociais, não é aqui, nesse humilde bloguinho sem vergonha que ele estará. Foi apenas na esperança de que um de meus 19 leitores o conheça ou saiba como encontra-lo e repasse minha carta.

Pronto, agora posso me dedicar ao objetivo principal deste post.

Querido Papai No...

Ops! Assim não né cara! Tu não é mais criança e começando assim vai manchar a sua reputação. Pô!

Caro Papai Noel,

Esse ano, apesar das dificuldades e tentações, até que me comportei direitinho. Tenho plena consciência de que não fui o exemplo a ser seguido, mas diante do comportamento de muitos dos meus semelhantes meus atos esse ano podem ser considerados próximos aos de um Santo. Hehehe!

Claro que estou exagerando, seria muita pretensão, afinal não fiz nada muito diferente do que muitos fizeram, mas nada igual ao que a maioria fez.

Por favor, Esqueça aquela avançada de sinal vermelho na segunda quinzena de março, ou o não pagamento do pedágio quando em férias me dirigia para Santos. Também não considere aquele caso no primeiro bimestre do ano, não sabia que ela era casada. Releve outras “coisitas” mais. São tão insignificantes que até já as esqueci. Hehehe!

Procure levar em conta as coisas boas que fiz:

Respeitei os mais velhos.

Não menti. Tá! Tá bom! Omiti algumas coisinhas sim, mas fique tranquilo que foram irrelevantes. Diante do que vemos todos os dias nos jornais e revistas então, nem se fala!

Não roubei. Isso seria impossível.

Sempre tratei bem aos animais. É claro que dei umas sacaneadas nos dois gatos de minha irmã, mas foi tudo brincadeira. Andei dando uns bons tapas em @Boris Staford, mas o cara cisma em ficar lambendo o chão quando sente que é xixi de fêmea. Mó porcaria!

Ah! Também andei matando umas baratas, moscas e pernilongos, mas aí, dado a asquerosidades de tais insetos, isso não deve ser muito grave.

Pisar na grama pode né?

Fui bem paciente com meus filhos, mas sem perder a autoridade. Olha que isso é muito difícil. Essa fase de aborrecente é irritante.

Profissionalmente, não tenho dúvidas que meu rendimento resultou em um ano bastante positivo.

Com meus poucos amigos fui correto, leal e sempre que pude estive junto nos momentos ruins. E reconheço a recíproca.

Assumo, sacaneei muito os que são membros da torcida Arco-Íris principalmente quando fomos Campeões Carioca. Eles mereceram, sempre merecem. Hehehe!

Não esqueci meu pai, apesar de falecido, nem da Marinha, idem.

Com minha mãe e irmã tive os atritos de praxe assim como bons momentos em família.

Revi meus conceitos com relação a mãe de meus filhos e confesso, foi um alívio.

Também revi meus hábitos alimentares e emagreci. Mas um churrasquinho ou feijoada de vez em quando eu não deixei de degustar.

Não joguei lixo no chão.

Catei todos os cocos do @Boris Staford, mesmo aqueles mais difíceis. Sabe aqueles bem molengas e cheirosos, pois é, aqueles mesmo.

Nos raros momentos em que estive de carro não tranquei os cruzamentos. Não fui muito paciente, é verdade, mas neguinho é muito abusado no trânsito. Você não passa por isso porque fica passeando no céu, de trenó puxado pelos viadinhos.


Não abusei de faxineiras, porteiros, ajudantes de porteiro, vigias, frentistas, copeiras (que servem café e água nas diversas reuniões que participei), atendentes, secretárias, recepcionistas, seguranças, vendedores, garçons e demais que me serviram durante esse ano. A todos eles eu agradeci educadamente sempre que atendido.

Aqueles cujos vencimentos são de minha responsabilidade, foram regiamente pagos com todos os benefícios a que têm direito; ao contrário de você não é Sr. Noel que mantem dezenas de duendes e anões trabalhando, sabe-se lá sob que condições, diuturnamente durante os 365 dias do ano.

Não fiz gastos exorbitantes, só comprei um presentinho nada barato, no início do ano. Mas cá entre nós, eu bem que mereci.

E você não me deu nada de Natal no ano passado! Lembra?

E não é que escrevendo esses meus atos reparei que se você considerar o comportamento de muitos por aí, verá que eu mereço um tremendo presente.

Bem mais do que as mansões que os corruptos têm adquirido, bem mais do que as viagens que os políticos têm feito, bem mais do que os carrões que os corruptores têm em suas garagens, bem mais do que os jatinhos ou helicópteros que os donos de empreiteiras têm nos diversos aeroportos do país, bem mais do que as contas em paraísos fiscais espalhados pelo mundo, bem mais do que as regalias que os empresários esportivos têm conquistado, etc.

Mas não se preocupe, o que vou pedir não é tão complicado assim, até porque, não vou pedir nada que não esteja ao alcance de você Papai Noel.
Será uma coisa muito simples que qualquer mortal é capaz de atender.

Não! Pelo amor que o senhor tem pela mamãe Noel! Eu não quero o CD dos sambas enredo desse ano.

O que desejo é que você como Papai Noel, que está presente no coração de todos nós sendo brasileiros e brasileiras, ou não; deposite um pouco de civilidade nesses corações.

O resto, é consequência.


PS.: Se der para dar uma ajudazinha para o Mengão ser Bi-Campeão Mundial seria ótimo.
Desde já agradeço,

Atenciosamente,

@Papo_de_Cozinha

E para vocês meus fiéis leitores,





FELIZ NATALl!!


11 de dez. de 2011

FINITUDE, O QUE MAIS QUEREMOS?



A discussão iniciou por causa das SUVs.

Foi com uma pessoa muito querida cuja opinião sobre esse assunto não se alinha com a minha. Normal. Ainda bem que é assim se todos concordassem em tudo viver não teria a menor graça.

Segue parte dos diálogos.

“Nao entendo qual o seu problema com as SUVs??? Tá ficando chato.”

“Não fique chateada comigo. Eu não tenho problemas com elas, elas já o são por si só. Até já tive uma e sei o quanto é bom dirigí-las. Dá uma sensação de poder incrível, fora o conforto. Mas acho que poderíamos guardá-las para viagens ou afins. Comparo como ter uma moto grande. Para o dia dia não é legal, mas para viajar é maravilhoso. Apenas uma questão de opinião. Quanto a ficar chato, chato é ficar no trânsito engarrafado, mesmo de moto (pequena), por conta de carros e outros veículos que ocupam muito espaço e carregando apenas uma pessoa. Beijo“

Como escrevi em minha resposta trata-se de uma opinião e exatamente por isso, é passível de discordância e erros.

Ela baseia-se no que vejo, leio e raciocino tendo como ferramentas o que aprendi durante o período compreendido entre 10 de janeiro de 1961 e a presente data.

Entenda-se presente data e hora em que você está lendo esse texto e não a que ele foi publicado.

Assim como eu, você teve sua trajetória de vida e aprendizado distribuídos em um determinado espaço de tempo, provavelmente utilizado de forma diferente, quando lhe foram apresentadas ferramentas das quais escolheu as suas.


Em casa meus pais me ensinaram a ser educado, respeitar as pessoas e seus bens. Mais ainda aos mais velhos. Ensinaram também a dispor apenas daquilo que fosse produto de minhas conquistas e de maneira correta e digna.

Na escola a História me ensinou que a humanidade pode ser grande com suas descobertas, pesquisas, invenções, etc. assim como pode ser desprezível na utilização desses e/ou com suas guerras, conchavos, egoísmo, ego, cinismo, ganância, etc.

A Geografia, entre outras coisas, me mostrou que nosso planeta faz parte de um sistema solar, é composto de elementos químicos e que sua superfície possui diferentes texturas. Não vamos esquecer das condições climáticas e suas conseqüências.

A Matemática me ensinou, aos trancos e barrancos, a utilizar números em operações diversas e a tratar dados estatisticamente de forma a obter informações de grande valor.

A Biologia me ajudou a entender os seres vivos, seus desejos, necessidades, ações e o mais importante, que é de nosso planeta que advêm os recursos para seu sustento.

A Física me explicou muitas coisas interessantes, dentre elas, duas das mais importantes: Toda ação corresponde a uma reação contrária de mesma intensidade e que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.

A Química, bom, a Química não me ensinou muita coisa porque eu sempre detestei essa senhora. Mas hoje sei que ela é importantíssima.

A Religião me ensinou a tratar o próximo como a mim mesmo, mesmo que o próximo não esteja tão próximo assim. Ensinou também que todos somos iguais (eu diria semelhantes) perante o ser supremo independente de qual seja ela.

Com o passar dos tempos esses conhecimentos foram aprimorados e/ou acrescidos de outros de igual ou maior importância.

Foi sob essas diretrizes que construí minha história. E como não poderia deixar de ser acertei muito, mas também errei bastante e conforme fui afinando meus conceitos ou adquirindo mais conhecimento pude perceber alguns desses erros.

Sou muito feliz, pois a vida sempre me da a chance de consertar a maioria deles. Àqueles que não tive a oportunidade, ficaram por aí, mas também me ensinaram alguma coisa.

Outro dia estava ouvindo alguns acontecimentos e lendo outros, quando percebi que, se não está na hora, ela está bem próxima.

Não se trata de alarmismo, xiitismo ou qualquer coisa parecida, mas os recentes acontecimentos, a forma como estão sendo interpretados e tratados me fizeram ver que a hora de ceder já chegou. Se não, vejamos:


OS ACONTECIMENTOS – Faz tempo que não vemos na natureza tantos problemas juntos. São freqüentes chuvas torrenciais, tsunamis, terremotos, vulcões há muito inativos explodindo, etc., Sei que tragédias aconteceram distribuídas pelos séculos, mas não dessa forma.

Na saúde temos várias frentes de batalhas como a AIDS, o Câncer, a Dengue, obesidade, fumo, etc.. Outras já existiram, mas nunca foram tantas ao mesmo tempo.

O comportamento humano, no geral, tem sido a demonstração de um retrocesso nunca antes visto. São guerras, tentativas de subjugar semelhantes, preconceitos, inversão de valores, etc. onde o respeito pelo ser dito inteligente e ele próprio têm cada vez menos importância.

As pessoas se maltratam, se agridem, se tornam indiferentes e se matam sem nenhum motivo plausível. Os pretextos são torpes, futebol, trânsito, religião, opção sexual, raça, política, interesses econômicos, uma nota baixa na prova e muito mais.

Os outrora conceituadíssimos e respeitadíssimos professores são tratados como mercadoria podre de fim de feira.

A polícia que deveria nos proteger nos acharca mesmo quando estamos corretos em nosso exercício de ir e vir.

E por aí vai. Os que se dizem profissionais ou não agem como hienas famintas como se não houvesse carniça suficiente para todos (exemplos em ordem alfabética):

Advogados que se utilizam das leis em benefício próprio ou de seus clientes inescrupulosos mesmo sabendo que a verdade do caso pede outro tratamento cujo resultado lógico seria no mínimo a cadeia sem regalias;

Arquitetos que já ganham 10% por indicar certos produtos ainda superfaturam as respectivas notas em conchavos com os vendedores das lojas de materiais e de decoração;

Comerciantes que tentam ludibriar os consumidores vendendo produtos com defeito ou piratas e que na hora de cobrar não emitem nota fiscal sonegando imposto e aumentando o lucro;

Desempregados e/ou menos favorecidos economicamente que produzem e/ou comercializam produtos piratas a céu aberto sob os olhos corruptos da Lei.

Donos de bares e/ou, lanchonetes e/ou restaurantes que utilizam insumos vencidos ou de baixa qualidade em seus produtos;

Eleitores que se vendem por uma dentadura, par de sapatos, lanche, cargo ou sei lá mais o que.

Engenheiros que utilizam materiais de qualidade duvidosa em suas obras, principalmente as públicas, ou participam de cartéis em concorrências diversas;

Médicos que não comparecem a seus plantões e ainda passam a mão em produtos hospitalares sob a desculpa de “Salário Indireto” a fim de fazer frente a remuneração dita ridícula proveniente de um concurso que conheciam as regras e eles mesmos escolheram.

Motoristas de ônibus e/ou caminhões que infernizam o trânsito ao desrespeitar as leis em suas manobras arriscadas e egoístas.

Mecânicos que ludibriam seus clientes ao trocar peças sem necessidade e/ou colocando outras já danificadas ou por ficar.

Políticos ... Ora o que dizer dessa corja que já não sabemos. Só o que não sabemos, e acho que nunca saberemos, é o tamanho do rombo, mas que ele existe, existe e é enorme.


Quantos de vocês já não foram ludibriados por Empregadas Domésticas, Acompanhantes de idosos ou doentes, Babás, Porteiros, Peões de Obra, Enfermeiras(os), Garçons e outros representantes de nossa classe operária?

Taxistas que se juntam em cooperativas fantasmas ou não e agem como quadrilhas nos diversos pontos da cidade;

Técnicos de informática que inventam problemas a fim de vender serviço e/ou peça.

E muitos outros.

O que dizer dessa cena aí embaixo? Tirada essa manhã (sábado - 11/12/11) às 07:00 h, a foto mostra o resultado de uma provável pelada de fim de ano de alguma empresa ou colegas de profissão. Uma vergonha que nos dias de hoje não poderia mais se ver.


Como se vê, todo o segmento de nossa sociedade está envolvido em pelo menos uma falcatrua. Não são os ricos apenas ou os empresários, ou os políticos, são muitos dos membros de todas as classes, cor, credo, etc.

São muitos e todos iguais. Fazem parte da mesma corja. A diferença é o volume do engodo e este é diretamente proporcional ao poder que cada um desses safados tem nesta sociedade.

E o mais interessante é que eles são interdependentes, ou seja, SACANEIAM-SE. Eles se acham espertos, mas na realidade são mesmo umas bestas quadradas. Hehehe!!!

Estão todos na fila medindo o rabo daqueles que estão a sua frente e não perdem um segundo apenas para ver o tamanho do próprio rabo. Estão na fila aguardando a sua vez de se dar bem.

Muitos (pensam que) já estão se dando bem mesmo sem ainda terem chegado ao início da fila. Fazem isso sob a desculpa:

“Se os que estão lá na frente roubam sem serem presos porque não posso fazer o mesmo aqui no meio?”

E o problema não é de hoje, nem de alguns poucos anos atrás. Há muito ouvimos pessoas importantes ou não se referindo a ele de formas distinta. São frases, citações, piadas, músicas, etc. que muito bem ilustram essa situação (nossa História?).

Certa vez Ruy Barbosa disse:

“De tanto ver triunfar as nulidades;
de tanto ver prosperar a desonra;
de tanto ver crescer a injustiça;
de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus;
o homem chega a rir-se da honra;
a desanimar-se da justiça e a ter vergonha de ser honesto!”

O cara nasceu em 1849, escreveu essas palavras e morreu em março de 1923, com 73 anos, e até agora, mais de 85 anos depois não resolvemos a questão.

Estamos no século XXI e ainda desejamos avidamente que uma Lei da Ficha Limpa seja aprovada. Como se ter ficha limpa fosse uma exceção. E o pior é que está se tornando. Mais uma nessa imensa onda de inversão de valores que assola o país e o mundo.

E as pessoas acham isso normal, já estão anestesiadas pela História.

Elas mostram-se politicamente corretas ao assinar listas solicitando repressão às ações dos homens ditos maus, ou ao contribuírem com os “Crianças Esperanças” da vida e se satisfazem achando que com apenas isso estão cumprindo com o seu dever cívico.

Enquanto no seu dia a dia sujam as ruas com seus cigarros, etc.; fecham os cruzamentos; desrespeitam filas diversas; discriminam raça, cor ou religião; se agridem e até se matam por conta de futebol; superfaturam contratos; abusam da autoridade de ser patrão, diretor, síndico, etc.; utilizam veículos gigantes e beberrões para transportar apenas uma pessoa por percursos mínimos; desrespeitam e contestam a autoridade dos professores e mais velhos; ultrapassam pelo acostamento; não cedem lugar aos deficientes, idosos e grávidas; humilham pessoas socioeconomicamente inferiores; fazem filhos como coelhos; promovem eventos dispendiosos onde o desperdício impera sem remorsos, etc.

E assim mascaras caem mostrando que não são nada diferentes dos chamados homens maus.

Esquecem que essas e outras ações demandam recursos animais, minerais e vegetais em um ciclo de dependência originado na capacidade de nosso planeta prover.

Esquecem que essas ações trazem como conseqüência emissões diversas em um ciclo de dependência terminado na capacidade de nosso planeta digerir

Não é só isso. Há que se considerar outras ações chamadas populistas de nossos governos. São os novos incentivos para que os economicamente menos favorecidos possam adquirir carros (como se os que já temos nas ruas e estradas já não fossem bastante) e/ou eletrodomésticos da chamada linha branca (o que fazer com os velhos?).

Isso vale para os mais favorecidos também.

Sim meus caros, a Biologia, a Física e a Química me ensinaram, e devem ter feito o mesmo com vocês, que os recursos de nosso planeta são finitos assim como a capacidade de ele absorver nossas cagadas.

Portanto, está sim na hora de começarmos a pensar realmente sério e iniciar um processo de tratamento das causas e não das conseqüências, como estamos fazendo há anos sem o sucesso esperado. Está na hora de começarmos a ceder e colocar nossas regalias em segundo plano.

Não estou falando de divisão de renda ou posses, essas coisas ridículas pronunciadas por interesses da Esquerda Festiva; isso cada um tem os seus e deve mantê-los, desde que provenientes de seu trabalho. E o mais importante, devem ser proporcionais a ele.

Estou falando de consciência, civilidade. Estou falando de INTELIGÊNCIA PORRA!

Temos que usar essa merda que tem dentro de nossas cabeças e considerar que:

- Nós não estamos sozinhos nas ruas, nas cidades, países ou mundo;

- Somos interdependentes;

- Os recursos de nosso planeta são finitos;

- A capacidade de ele digerir o nosso lixo também;

- Toda ação corresponde a uma reação contrária de mesma intensidade.

- Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.

Pois como já disse um grande poeta:

“Nem o tudo que se tem, não representa nada.”

“O puro conteúdo é a consideração.”

(Luiz Melodia)

Isso não vale só para nós Tupiniquins, o mundo está em crise e faz tempo.

Poucos países, aqueles que são realmente sérios como a Finlândia, Suécia e outros meia dúzia, é que resistem bravamente.

Ultimamente temos ouvido satisfeitos e orgulhosos que nosso país não está em crise, que o Brasil não mais se curva aos altos e baixos da economia mundial. Sim, é possível, mas estamos em crise sim. Nossa crise existe e é séria, muito séria. Nossa crise é moral (imoral?). Há décadas somos uma das piadas do planeta e não nos indignamos com isso.

Um bom exemplo é o texto que recebi outro dia pela net. Desculpem a grosseria, mas resume muito bem nossa situação:


“Passeata do Orgulho Gay = 1.000.000 de pessoas


Passeata Contra a Corrupção = 2.500 pessoas”


“Tem mais gente lutando pelo direito de dar o rabo do que para não ser enrabado.”



E aproveitando a baixaria, mais um resumo:



Muitos acham graça afinal, nosso futebol é o melhor do mundo (será que ainda é?) assim como nosso carnaval também o é.

O que mais queremos?

19 de nov. de 2011

A NOVA RAÇA


Sem que se perceba, há tempos está surgindo uma nova “tribo”.

São os que se dizem econômica, política e socialmente corretos.

Os antropólogos deveriam estar atentos.

Com seus atos, e forma de pensar já se tornaram dignos de estudo para teses de MBAs, Mestrado, Doutorados e até Pós-Doutorados.

Não possuem hábitos específicos como cortes de cabelo, maquiagem, acessórios ou roupas. Andam disfarçados entre as diversas tribos já existentes como ratos infiltrados a fim de minar àquele nicho da sociedade.

Se dizem preocupados com o bem estar das pessoas e do mundo.

Dependendo do nível de poder ou influência entre os seus, seja socialmente ou profissionalmente, defendem ou criam regras e procedimentos, na maioria impeditivos ao desenvolvimento da humanidade. Os demais, menos influentes concordam e insuflam como se fossem zumbis.

Claro que como de outras tribos, desta consegue-se extrair coisas e atitudes interessantes, algumas até com muito sentido e razão de ser.

Aos poucos seus atos e discurso vão criando uma onda de proporções que podem se tornar absurdas trazendo como conseqüência justamente o que eles tanto temem; o fim do mundo.

São vídeos, textos e declarações feitas nos diversos meios de comunicação e redes sociais que os mais animadinhos multiplicam sem ao menos gastar um mínimo de tempo raciocinando sobre.

São como marionetes manipuladas pela mídia vendida aos poderosos que todos os dias batem a sua porta em forma de jornais e revistas ou entram, já como membros da família, para o almoço, lanche ou jantar, antes ou depois deles através dos milhares de televisores e computadores existentes.

Criam fóruns e mais fóruns onde enormes e dispendiosas comitivas discursam sobre alternativas para diminuir a poluição, desmatamentos, emissão de resíduos, etc. Ou ainda medidas alternativas a fim de diminuir as distâncias sociais.

Gastam fortunas nesses e outros eventos de resultados duvidosos e quase nada de efetivo se aproveita.

Seu fanatismo misturado com a necessidade de se pronunciar e ego resultam em idéias estapafúrdias e incoerentes que são retransmitidas e/ou compartilhadas de tal forma que acabam virando verdades absolutas.

Em uma ação de marketing de qualidade duvidosa Chega-se a se tirar o “sutiein“ diante das câmeras a fim de obter a visibilidade desejada.

E como conseqüência, surgem indústrias com as quais muitos e verdadeiros vilões se beneficiam.

Falam de combustíveis alternativos, oriundos de vegetais como se o mundo já não se ressentisse deles para alimentar seus moradores e criações (rebanhos diversos) cujos milhões ainda morrem de fome, todos os anos.

Esquecem que outros bilhões nascerão já condenados a fome sem perspectiva de melhora desse cenário de caos gerado pela ganância e irresponsabilidade de poucos.

Falam do uso da energia elétrica como alternativa ao mesmo tempo em que discursam contra a criação de novas hidrelétricas.


Pronunciam-se como se o crescimento industrial e econômico do planeta com desenvolvimento sustentável se sustentasse com o que já temos acrescendo-se apenas os painéis fotovoltaicos (energia solar) e enormes ventiladores (energia eólica) mundo a fora.

Enquanto isso, os poucos beneficiados e verdadeiros vilões se refestelam em seus banquetes, viagens e demais “necessários” ao seu bem estar, gerando enorme desperdício em forma de restos não consumidos, dejetos provenientes de seu consumo ou espaço utilizado com seus veículos e mansões.

Por exemplo: Em São Paulo o trânsito tornou-se um problema tão grande que criaram o Rodízio. E o que fazem os paulistanos? Em uma atitude egoísta e burra, compram mais um ou dois carros para não serem afetados pelo sistema.

Os membros da nova tribo aplaudem e se derretem como frangas a cada medida populista divulgada pelos governos tais como facilitar o crédito para que classes ditas economicamente inferiores possam ter o direito a compra de carros. Como se os que já temos nas ruas e estradas já não fossem muitos.

A mais recente fala é que apenas pagar os impostos não é mais o suficiente.

Bostejam em nossas caras que precisamos fazer a nossa parte e mostram imagens de crianças ou adultos mal nutridos, consumindo drogas e outros horrores. Depois falam que a nossa contribuição vai mudar a vida dessas pessoas como nas imagens seguintes em que aparecem crianças ou adultos estudando, lendo, trabalhando, praticando esportes, etc. São sorrisos e mais sorrisos invadindo a cabeça dos mais fracos que não demoram a fazer a sua parte em uma bi-tributação consentida.

Criam ONGs, Associações, Irmandades, ações filantrópicas compostas de voluntários de boa vontade. Atitudes louváveis de alguma relevância, mas de pouca efetividade.

São medidas paliativas que atacam as conseqüências enquanto as causas são relevadas a segundo plano.

Não que seja contra esse tipo de ação, ao contrário, mas acho que muita dessa energia se fosse direcionada na causa e não na conseqüência traria melhores resultados.

Vota-se nos menos ruins como solução de um problema que permanecerá insolúvel se dessa forma continuar a ser tratado.

Anuncia-se aos quatro ventos as invasões de comunidades para que os bandidos tenham tempo de proceder sua transferência para outras pastagens sem serem incomodados.

Depois, em mais uma medida populista legalizam construções irregulares, contribuindo ainda mais com o enorme risco já existente, distribuindo títulos de posse de áreas valorizadas enquanto o incauto contribuinte é regiamente fiscalizado por suas compras e obras.

Onde fica o CREA e o Setor de Edificações da Prefeitura que não reprimem lá em cima como fazem aqui em baixo?

Concordo que os direitos têm que ser iguais, mas os deveres também.

Que se criem medidas de crédito facilitado, com juros baixíssimos ou até sem eles para a compra da casa própria, mas que se pague por ela. Que se pague pela luz, gás, telefone e televisão à cabo consumidos. Nem que com tarifas reduzidas.

Prende-se ladrões de poucas latas de óleo ou animais silvestres enquanto os ladrões de bilhões continuam livres leves e soltos se reelegendo com o seu voto.

Enquanto isso, não se discute sobre a necessidade de resolver problemas importantes tais como:


- Corrupção;


- Regularização de drogas leves;


- Gasto indevido dos impostos arrecadados;


- Obras superfaturadas;


- Taxa de natalidade e métodos anticoncepcionais,


- Violência;

- Etc.

As reais causas de todos os problemas.

Não, meus caros escassos leitores, não pensem que sou um Xiita esquerdista ou direitista, de centro ou periferia. Sou humano como vocês, talvez um pouco diferente como poucos, e possuo meus defeitos. Mas procuro estar ligado para que esses defeitos contribuam o menos possível com essa sacanagem toda.

Eu gosto de conforto, de dirigir carros e motos e tenho os dois. Gosto de comer bem e beber um bom vinho ou bom whisky, gosto de ter um “smartphone” de última geração e um “notebook”.

Agora mesmo estou bebendo um 12 anos legítimo.

Mas tudo foi conquistado com o meu trabalho. Árduo trabalho!

Também acho que as pessoas têm o direito a conquistar os seus desejos e sonhos, mas desde que à custa de seu trabalho e não do meu.

SENDO ASSIM, QUE FIQUE CLARO QUE OS IMPOSTOS QUE PAGO, E NÃO SÃO POUCOS, SÃO SIM SUFICIENTES PARA SANAR COM SOBRAS TODOS OS PROBLEMAS QUE VEMOS POR AÍ. É SÓ FAZER AS CONTAS.

Portanto, membros da nova raça, não esperem de mim nenhuma atitude em prol de qualquer dessas ações a não ser que seja um de meus desejos. Se assim for, não me furtarei a fazê-lo.

15 de nov. de 2011

VOLTANDO A REALIDADE


É isso aí pessoal!

Bem ao estilo Loney Tunes, estou em casa. Foram 20 dias de prazer, stress, prazer, Rock’n Roll, vinho, chuva, prazer, etc. Longe de tudo e de todos, completamente alienado de problemas e suas conseqüências a não ser aqueles inerentes a viagem.

Agora, vamos colocar os pés no chão e voltar a vidinha sem vergonha de sempre.

Está sendo meio complicado, mas a meu favor estão sendo dois feriados estrategicamente calculados para estarem exatamente onde estão quando o planejamento da viagem foi feito. Os feriados estão sendo de uma ajuda fantástica na minha readaptação a realidade.

E pelo rugir dos alces que puxam a carruagem a coisa anda preta, ou seja, permanece como antes; nada mudou.

Dos milhões que participam das passeatas pró homossexualismo apenas poucos mil saíram às ruas para mostrar sua aversão aos corruptos.

Menos ainda perderam suas vidas em uma inusitada explosão de botijões de gás de um restaurante na Praça Tiradentes onde, talvez por não conseguirem juntar as partes esquartejadas do Bravo Alferes para fazer uma estátua, colocaram uma do honrado D. Pedro I; sem espada.



Outros poucos mil saíram de casa a favor dos royalts do petróleo. Assim mesmo porquê muitos foram pegos em casa pelos diversos ônibus alugados pelos reais interessados nessa divisão monetária. Houve até distribuição de lanche. Pode?

Ontem “invadiram” a comunidade da Rocinha, como foi feito em diversas comunidades da cidade.

Dessa vez a invasão foi anunciada aos quatro cantos. O motivo está claro, é fazer com que os bandidos fujam sem necessidade de se dar um único tiro. Com isso, a imagem da Polícia fica intacta, a comunidade não presencia cenas impróprias, os bandidos seguem livres e fagueiros para outra comunidade ou município e assim todos ficam felizes.

A mídia pela notícia e conseqüente exposição;

A polícia por mais uma conquista;

O governo pelos louros da mesma;

E a comunidade ao receber as benesses conseqüentes da retomada.

A bronca não é por achar que não tenham direito, claro que têm, mas sim pela forma como os conseguem. São como esmolas da sociedade que se sente culpada pelos longos anos que aquela gente passou necessidades.

Esquece-se que a origem disso é exatamente a má utilização dos impostos recolhidos aos incautos contribuintes.

Como uma bola de neve, a falta de investimentos nas áreas realmente carentes faz com que as carências aumentem em um ciclo vicioso.

Medidas paliativas são criadas: ONGs, associações, ações filantrópicas feitas por voluntários de boa vontade. Atitudes louváveis de alguma relevância, mas de pouca efetividade.

Atacam-se as conseqüências enquanto as causas são relevadas a segundo plano. Vota-se nos menos ruins como solução de um problema que permanecerá insolúvel se dessa forma continuar a ser tratado.

É necessário que paradigmas sejam quebrados, afinal eles existem para isso. A idéia da regularização de drogas chamadas leves não deve ser descartada. Mas a irresponsabilidade e ganância de nossos políticos é o elemento preocupante nessa história. Como sempre!

As contribuições são feitas eletronicamente como bitributações disfarçadas em Crianças Esperanças da vida enquanto poucos lucram com os meios utilizados para a efetivação dessas doações.

Tudo isso sendo incentivado pelo negro véu da viúva assassina; a mídia.

Isso me faz comparar essas ações como se fossemos exércitos de resistência em uma guerra perdida.

E me faz pensar que:

“Um país onde deixa-se de ser analfabeto apenas por mal saber escrever o nome e onde é necessária uma lei do tipo “Ficha Limpa” não pode dar certo.”

Ou seríamos como personagens de cartoons?

E você? O que acha?